Minha experiência com o Zend Studio 8

Desde que comecei a usar o macbook[bb] em 2009 eu praticamente só utilizei o Textmate, que é um editor bem leve e poderoso pra Mac OS X, porém, desde março deste ano (2011) quando eu ganhei da Zend uma licença do Zend Studio eu resolvi testa-lo novamente.

De alguns anos pra cá, eu passei a ter aversão a IDEs pelo fato de elas serem inchadas, pesadas e devoradoras de memória e confesso que quando recebi a minha licença eu cheguei a pensar que nunca a usaria pois eu sou muito habituado com o Textmate (e SublimeText no Windão/Linux), mas depois de alguns dias usando eu percebi que o gerenciamento de memória dele está bom e ele não tem consumido tanta memória, com excessão de algumas poucas vezes em que ele resolveu voltar aos velhos tempos.

Na época em que comecei a utiliza-lo eu estava trabalhando em um projeto bem grande e apesar de ter bastante habilidade com o editor Textmate, que era o que eu estava usando naquela época, eu obtive muito mais produtividade[bb] usando o Zend Studio, principalmente por causa do seu auto-complete que melhorou muito desde a última vez que eu o havia utilizado e isso me impressionou pois eu pensava que era impossível eu ser mais produtivo do que eu era com o Textmate.

Alguns recursos que considero interessantes

Dentre os diversos recursos que esta IDE tem, os que eu considero bastante interessantes são:

- Integração com Zend Framework
A integração com o Zend Tool é muito boa e além de poder usar o Zend Tool integrado, é possível usar os geradores de classes para Zend Framework baseado em templates e ele criar desde ítens do Zend Framework como Controllers e Models, como um projeto todo do zero com o Zend Tool.

- Remote Folder / Connection
É muito simples acessar servidores[bb] remotos via SSH ou FTP e isso é uma mão na roda em certos momentos.
Ele também possui suporte a acessar VMs VMWare remotamente mas, apesar de parecer interessante eu nunca precisei usar.

- Sistemas de controle de versão / SCMs
Muitos projetos, principalmente na empresa em que trabalho são versionados em repositórios Subversion e a integração do SVN com o Zend Studio é muito suave e simples de usar. Apesar de ele não ter suporte ‘nativo’ a Git eu já instalei um plugin que acrescenta esta funcionalidade, de qualquer maneira eu gosto de manipular meus repositórios Git pela linha de comando mesmo.

- Debug com Xdebug ou Zend Debugger
Não preciso entrar em detalhes aqui né?

- Data Source Explorer
Permite manipular bases de dados e como é baseado em JDBC, tem drivers pra tudo quanto é tipo de SGBDs. Como eu trabalho bastante com ORACLE e costumava usar o SQL Developer para manipular as bases de dados (e ele sim é um mastodonte de pesado), pra mim esta funcionalidade foi como unir o útil ao agradável.

- Suporte a frameworks Javascript
A IDE possui suporte a diversos frameworks Javascript que funcionam direitinho apesar de em alguns momentos eu ter notado certa deficiência no suporte ao jQuery, mas nada que me atrapalhasse.

- Atalhos de Teclado
O suporte a diversos atalhos de teclado que facilitam nossa vida e aumentam a produtividade também são um ponto forte. Command(Control)+Shift+R por exemplo é tão mão na roda como o Command+T do Textmate.

- Multi-plataforma
Apesar de gostar muito do Textmate, sempre que eu precisava trabalhar em uma plataforma que não fosse Apple[bb], era motivo para confundir minha cabeça por alguns minutos pois eu tinha que me adaptar ao que tinha disponível para Windows ou Linux.
Por ser desenvolvido ‘em cima’ da plataforma do Eclipse, você encontra builds dele para os principais sistemas operacionais.
Usar o Zend Studio neste período tem me ajudado a manter a uniformidade pois posso utilizar a mesma plataforma seja em meu Mac como em computadores[bb] com windows ou linux.

- Integração com Zend Server
Ele integra muito bem com o Zend Server e permite que recursos deste servidor de aplicações sejam acessados diretamente pela IDE.

Considerações Finais

Existem outras diversas funcionalidades básicas que todo IDE deveria ter como auto-complete, formatação de código, syntax highlight, entre outros, mas, que me vem em mente agora como as principais características que me levaram a gostar de trabalhar com ele são estas que citei.

Apesar de a licença custar um pouco caro, creio que o preço justifique.

E você? Tem alguma característica que você goste e eu não citei? Deixe seu comentário.

 

 

Zend Framework Tutorial Series Capitulo 3

Depois de muito tempo eu consegui voltar a este tutorial e a partir deste capítulo eu vou mudar um pouco a estratégia, vocês irão perceber que este capítulo será menor do que os anteriores porque eu vou buscar escrever capítulos menores em uma frequência maior. Espero que dê certo.

Introdução

Neste capítulo eu mostrarei um pouco do Zend_Form e algumas coisas que são possíveis de implementar usando ele.
O Zend_Form é um componente[bb] que nos permite tratar formulários HTML como objetos PHP, simplificando o uso quando precisamos filtrar e validar dados provenientes de formulários.
Eu sempre fui contra criar objetos PHP que simplesmente cuspissem código HTML sem trazer nenhum benefício como filtragem, validações, etc., isso pra mim não fazia nenhum sentido e por isso que eu demorei para me interessar pelo Zend_Form, até que vi que a proposta era diferente, e eles nos traz diversos benefícios como além das já mencionadas funcionalidades de filtro e validação, nos permite trabalhar com Subforms de maneira bem simples, agrupar elementos de formulários e também fazer herança de formulários, depois de ver isso eu não deixei de usa-lo e sempre incentivo quem usa Zend Framework a experimenta-lo.
Uma das premissas de segurança em desenvolvimento web é: Filter Input, Escape Output (Filtrar Entradas, Tratar Saídas) porque nós não devemos confiar nos usuários pois como iremos saber que as informações que estão sendo enviadas à aplicação são corretas ou mal-intencionadas? Se você não ouviu falar sobre SQL[bb] Injection, XSS, CSRF, etc., é bom buscar maiores informações a respeito e aí você vai entender o motivo que leva muitos desenvolvedores a serem paranóicos. :-)
Pretendo escrever um capítulo deste tutorial que aborde apenas aspectos de segurança com Zend Framework, até lá vou mostrar apenas como filtrar dados usando Zend_Form.
Bom, vamos lá.
Nosso primeiro form será o de cadastro de usuário e o trabalho[bb] sujo quem vai fazer para nós será o Zend_Tool então, de dentro do diretório raíz de sua app, digite o comando:

zf create form User

Este comando criará um diretório chamado forms dentro do diretório application e se você analisar o conteúdo deste diretório, verá um arquivo chamado User.php com o seguinte conteúdo:
class Application_Form_User extends Zend_Form
{
    public function init()
    {
        /* Form Elements & Other Definitions Here … */
    }
}
Pronto. Agora, dentro do método init() nós podemos configurar o nosso formulário.
Este formulário terá os seguintes campos:
  • username: Nome do usuário do sistema, login de acesso.
  • fullName: Nome completo do usuário
  • email: Endereço de e-mail do sujeito
  • password: Senha de acesso ao sistema
  • submit: Botão de submit :-)
Se eu fosse criar esse formulário na mão, eu teria de validar no script PHP que recebesse estes dados para garantir que as informações[bb] estão de acordo com o que deve ser submetido e esse trabalho se torna chato depois de algum tempo trabalhando com desenvolvimento e é aí que o Zend_Form começa a nos dar uma força.
Para este formulário eu determinei tais filtros e validações:
  • username
    • O campo é obrigatório
    • Qualquer tag deverá ser removida
    • Espaços em branco das extremidades serão removidos
    • Não pode ser submetido em branco/vazio
    • Deverá contér entre 5 e 30 caracteres.
  • fullName
    • O campo é obrigatório
    • Qualquer tag deverá ser removida
    • Espaços em branco das extremidades serão removidos
    • Não pode ser submetido em branco/vazio
    • Deverá contér entre 5 e 90 caracteres.
  • email
    • O campo é obrigatório
    • Qualquer tag deverá ser removida
    • Espaços em branco das extremidades serão removidos
    • Deverá validar se o valor informado é compatível com um endereço de e-mail válido
  • - password
    • O campo é obrigatório
    • Qualquer tag deverá ser removida
    • Espaços em branco das extremidades serão removidos
    • Não pode ser submetido em branco/vazio
    • Deverá contér entre 5 e 30 caracteres.
Vamos configurar nossa classe para atender a estes requisitos:
class Application_Form_User extends Zend_Form
{ 
	public function init()
	{
		$username = new Zend_Form_Element_Text(‘username’);
		$username->setLabel(‘Usuário’)
		->setRequired(true)
		->addFilter(‘StripTags’)
		->addFilter(‘StringTrim’)
		->addValidator(‘NotEmpty’)
		->addValidator(‘StringLength’, false, array(5,30));
 
 
		$fullName = new Zend_Form_Element_Text(‘fullName’);
		$fullName->setLabel(‘Nome Completo’)
		->setRequired(true)
		->addFilter(‘StripTags’)
		->addFilter(‘StringTrim’)
		->addValidator(‘NotEmpty’)
		->addValidator(‘StringLength’, false, array(5,90));
 
 
		$email = new Zend_Form_Element_Text(‘email’);
		$email->setLabel(‘E-mail)
		->setRequired(true)
		->addFilter(‘StripTags’)
		->addFilter(‘StringTrim’)
		->addValidator(‘EmailAddress’);
 
 
		$password = new Zend_Form_Element_Password(‘password’);
		$password->setLabel(‘Senha’)
		->setRequired(true)
		->addFilter(‘StripTags’)
		->addFilter(‘StringTrim’)
		->addValidator(‘NotEmpty’)
		->addValidator(‘StringLength’, false, array(5,30));
 
 
		$submit = new Zend_Form_Element_Submit(‘Salvar’);
 
 
		$this->addElements( array($username, $fullName, $email, $password, $submit) );
	}
}
Depois de ler os requisitos para nosso formulário fica fácil entender o código acima faz, mas vamos dar uma analisada rápida:
Para cada elemento do formulário nós criamos um objeto respectivo, por exemplo, para campos de texto nós usamos Zend_Form_Element_Text, para campo de senha nós usamos Zend_Form_Element_Password e individualmente em cada elemento nós determinamos quais filtros nós usaríamos por meio do método addFilter() e quais validações seriam feitas usando o método addValidator().
A diferença entre filters e validators é bem simples: Filtros alteram o valor do elemento e validadores checam se o valor do elemento possi certas características de acordo com o validador e retornam se o valor é válido ou não sem alterar seu valor.
Elementos
Obviamente os elementos de formulário mais comuns já existem no framework, qualquer elemento mais específico pode ser desenvolvimento sem muitas dificuldades.
- button
- checkbox / multicheckboxes
- hidden
- image
- password
- radio
- reset
- select / multiselect
- submit
- text
- textarea
Filtros e Validadores
Os filtros e validadores considerados mais comuns também já fazem parte do pacote do Zend Framework, além daqueles que nós usamos no nosso formulário Users, nós temos os seguintes Validadores e Filtros à disposição.
Veja direto na fonte:
Vamos colocar pra funcionar agora
Agora vamos pra parte mais legal que é ver o nosso formulário funcionando, para isso temos que instancia-lo no controller e adiciona-lo à nossa view.
Controller:
$this->view->form = new Application_Form_User();
 
if ($this->getRequest()->isPost()) {
    if ($this->view->form->isValid($this->_request->getPost())) {
        // Salva no banco de dados ou seja lá o que for fazer com os dados provenientes do form
        var_dump($this->_request->getPost());
    } else {
        $this->view->form->populate($this->_request->getPost());
    }
}
Primeiramente nós criamos uma instância da nossa classe Application_Form_User (sim, este é o nome gerado automaticamente e é um padrão, portanto, não mude) e associamos ao nosso objeto Zend_View.
Em seguida obtemos o objeto que mantém as informações do request e verificamos se o request foi do método POST, se for post, verificamos se os dados do formulário são válidos e se o resultado for positivo, nós mostramos estes dados na tela (no próximo capítulo gravaremos no banco de dados), senão, nós renderizamos a tela novamente com os dados preenchidos no form e suas devidas mensagens de erro.

Em princípio as mensagens de erro estão em inglês e nós as alteraremos posteriormente quando trabalharmos com I18N e L10N.

Na camada de visão, basta fazer:
echo $this->form;
Pronto. Seu form já pode ser usado.
O código-fonte que é gerado não agrada a todos, mas para mudar isso nós podemos usar os Decorators e deixar o código gerado da maneira que preferirmos, porém os decorators não são um assunto tão trivial e por isso eu não vou aborda-los neste capítulo. Se desejar conhecer mais: http://framework.zend.com/manual/1.10/en/zend.form.decorators.html
O código HTML gerado pelo Zend_Form foi esse:
<form action="”&quot;" enctype="”application/x-www-form-urlencoded”" method="”post”">
 
<dl class="”zend_form”">
 
<dt id="”username-label”"><label class="”required”" for="”username”">Usuário</label></dt>
 
 
<dd id="”username-element”">
<input id="”username”" name="”username”" type="”text”" value="”&quot;" /></dd>
 
 
<dt id="”fullName-label”"><label class="”required”" for="”fullName”">Nome Completo</label></dt>
 
 
<dd id="”fullName-element”">
<input id="”fullName”" name="”fullName”" type="”text”" value="”&quot;" /></dd>
 
 
<dt id="”email-label”"><label class="”required”" for="”email”">E-mail</label></dt>
 
 
<dd id="”email-element”">
<input id="”email”" name="”email”" type="”text”" value="”&quot;" /></dd>
 
 
<dt id="”password-label”"><label class="”required”" for="”password”">Senha</label></dt>
 
 
<dd id="”password-element”">
<input id="”password”" name="”password”" type="”password”" value="”&quot;" /></dd>
 
 
<dt id="”Salvar-label”"> </dt>
 
 
<dd id="”Salvar-element”">
<input id="”Salvar”" name="”Salvar”" type="”submit”" value="”Salvar”" /></dd>
 
 
</dl>
 
 
</form>
Considerações Finais

Trabalhar com Zend_Form é muito simples e nos proporciona uma produtividade[bb] maior em nosso dia-a-dia, tenho trabalhado com ele diariamente e posso dizer que tem sido com muito sucesso.
Obviamente, há muito mais coisas para ver e este tutorial é apenas introdutório, durante nosso tutorial espero poder encaixar outras funcionalidades como Subform.
Espero que você tenha gostado de mais esse capítulo.
Ah, os fontes encontram-se no github.
Abraço.

Treinamentos da Zend em Português

Acabei de saber pela lista do PHPBC (www.php.org.br) que a Zend vai iniciar treinamentos em Português.

Apesar de eu achar a ementa deles muito fraca eu não posso negar que é uma boa oportunidade para brasileiros que sempre se interessaram em participar dos treinamentos da Zend mas tinham como barreira o idioma inglês.

Se você está disposto a gastar um dinheirinho ($1000 – Mil dólares) com esse treinamento, obtenha maiores informações aqui: http://www.zend.com/services/training/administration/course-schedule#PHP1

Mesmo achando o curso muito caro e com uma carga horária ridícula (9 aulas / 2 horas por aula) eu gostei de saber disso porque isso demonstra que a Zend está começando a olhar para o mercado brasileiro com outros olhos pois todos sabemos que ela sempre torceu o nariz para nós até descobrir que a comunidade brasileira é enorme sem falar no nosso mercado interno.
Resumindo: Que bom que a Zend acordou, mesmo que tarde (o papo de BRICs e tal, já rola a pelo menos uns 5 anos).

Abraços.

– In English –

I just know from PHPBC (www.php.org.br) that Zend will begin PHP training classes in Portuguese language.

Although I find the course topics very poor, i cannot deny that it is a good opportunity for Brazilians who have always been interested in atend these Zend trainings but they had the language barrier.

If you’re willing to spend a buck ($ 1000 – One thousand U.S. dollars) with this training, get more information here: # http://www.zend.com/services/training/administration/course-schedule#PHP1

Even finding the course very expensive and with a ridiculous workload (9 lessons / 2 hours per class), i liked it because it shows that Zend is starting to look at the brazilian market with new eyes because we know that Zend always twisted the nose for us until discover that the Brazilian community and internal market is huge.

In short: I’m glad that Zend wake up, even though later (the talk of BRICs and such already moving at least a 5 years).

Cheers.

Zend Framework Tutorial Series – Capítulo 2

Tudo bem?

 

Demorou um pouco para eu publicar este capítulo pois infelizmente eu tive alguns contratempos nas últimas semanas, mas de qualquer forma, é muito bom saber que você se interessou por esta série de tutoriais e voltou para continuar implementando um sistema de exemplo.

 

Recapitulando

No primeiro capítulo desta série eu mostrei como configurar o seu ambiente de desenvolvimento para utilizar o Zend Framework com o Zend_Tool.

 

Reveja o Capítulo 1 do tutorial.

 

Uma observação importante: Eu estou utilizando a versão 1.10 do Zend Framework. Certifique-se que você também esteja utilizando esta mesma versão para melhor aproveitamento do tutorial. Mantenha sua estrutura atualizada, ok?

Model, View, Controller

O Zend Framework utiliza o pattern MVC, que permite que as camadas das aplicações sejam separadas em camadas.

Basicamente, as camadas do MVC são 3: Model (Modelo), View (Visão) e Controller (Controle) e cada uma dessas camadas devem implementar especificamente aquilo que diz respeito à funcionalidade em questão; Mas você deve estar se perguntando: “WTF esse cara tá falando? Até agora ele falou, falou e falou mas não disse diretamente o que é o Model, o View e nem o Controller”. E eu responderia: “Relaxa… , vou falar sobre isso agora.”.

Enfim, Vamos lá:

  • A camada de modelo é onde nós implementamos a lógica de negócios, acesso a tabelas e banco de dados e a manipulação direta (INSERT, UPDATE, DELETE) desses dados.
  • A camada de visão é aquela onde nós recebemos informação fornecida pelo usuário e também onde nós mostramos informações ao usuário proveniente da camada de modelo por exemplo.
  • A camada de controle é a camada que nós usamos para unir os dados das duas camadas citadas anteriormente. Por exemplo: No controller nós podemos trabalhar com dados provenientes do modelo, prepara-lo e em seguida passa-los para a view que apresentará estas informações ao usuário; Nós podemos também por meio do controller, receber informações da camada de visão e passa-las à camada de modelo. Eu costumo dizer que esta camada trabalha como uma espécie de atravessador.

Não é minha intenção e nem pretensão falar tudo sobre MVC aqui e sim somente aquilo que é necessário para que você possa implementar uma aplicação utilizando este pattern em conjunto com o Zend Framework e mostrar como este framework o implementa.

Caso você queira saber mais sobre MVC siga os links abaixo:


O MVC com Zend Framework

Eu prefiro mostrar como este padrão é implementado no Zend Framework na prática pois este é meu jeito e é isso que pretendo fazer neste tutorial, então, neste capítulo, sempre que eu for trabalhar com uma das camadas eu vou deixar isso bem explícito.

Será implementado algum projeto neste Tutorial?

Sim e como já existem vários tutoriais por aí que implementam Blog, Agenda, etc, nós implementaremos um sistema básico de contas a pagar utilizando o SQLite como SGBD.

 

O que será mostrado neste capítulo?

 

Neste capítulo eu mostrarei como implementar os controllers e as views dentro da estrutura do Zend Framework.


Após este capítulo você irá:
  • Entender o conceito de MVC aplicado ao Zend Framework.
  • Criar Controllers, Actions e Views usando Zend Framework.

Estrutura de uma aplicação

No Zend Framework o fluxo de uma aplicação é determinado pelo controller, qualquer tipo de request, desde um request para mostrar um formulário na tela até um request AJAX é definido em nosso controller e isso se dá por meio das Actions.


Imagine uma aplicação padrão PHP (daquelas antigas, macarrônicas), onde o fluxo da aplicação é determinado por arquivos PHP distintos. Por exemplo:
  • form_incluir_usuario.php -> Form de inclusão de usuários
  • incluir_usuario.php -> Incluir usuário
  • form_alterar_usuario.php -> Form de alteração de usuários
  • alterar_usuario.php -> Alterar usuário
  • excluir_usuario.php -> Excluir usuário
  • listar_usuarios.php -> Listar usuários
Com Zend Framework as coisas não são mais feitas assim pois ele é um framework orientado a objetos e este fluxo é definido nas classes de controller, ou seja, seguindo a mesma idéia do exemplo acima de cadastro de usuários, um controller do Zend Framework poderia ser mais ou menos assim:
  • formAction -> Tela com formulário para inclusão e alteração de dados de usuário
  • saveAction -> Realiza os procedimentos necessários para salvar um usuário
  • deleteAction -> Exclui usuário
  • indexAction -> Tela padrão que neste caso mostrará a listagem de usuários cadastrados.

Além de organizarmos melhor o código utilizando Actions Controllers, nós também podemos manter nossas URLs mais organizadas e de fácil leitura pois o Zend Framework implementa o conceito de URLs amigáveis então com o ZF é raro (digo raro porque já vi isso ocorrer) de se ver URLs como por exemplo: http://meusite.com/users.php?operacao=Alterar&id=10; Com o Zend Framework, esta URL seria mais ou menos assim: http://meusite.com/users/alterar/id/10 e ela indica que: Será feita uma requisição HTTP para o controller users (UsersController) mais especificamente para a action alterarAction e serão passados parâmetros via method GET, neste caso o parâmetro chama-se id e seu valor é 10.

Depois de se acostumar com esse padrão você provavelmente nunca mais irá desejar usar a forma de Query String antiga novamente.Revendo a estrutura da aplicação
 

Quando nós criamos a estrutura do nosso projeto no capítulo 1, o Zend_Tool criou dentro do diretório application/controllers um arquivo PHP chamado IndexController.php; Este arquivo é criado automaticamente pois ele funciona como o controller de entrada da aplicação; Se fizermos uma comparação novamente com aquela estrutura de desenvolvimento mais antiga, o IndexController funcionaria como o index.php de uma aplicação ou seja, sempre que a URL do sistema/site for chamada sem informar uma tela específica, o sistemá apontará para a tela padrão do sistema.

 

No Controller nós também podemos ter uma ação padrão, ou seja, sempre que o controller for chamado sem especificar qual ação deve ser executada, a ação padrão será chamada; Esta ação é chamada de indexAction.
Segue abaixo o conteúdo do arquivo IndexController.php que foi gerado pelo Zend_Tool:
class IndexController extends Zend_Controller_Action
{
	public function init()
	{
		/* Initialize action controller here */
	}
 
	public function indexAction()
	{
		// action body
	}
 
}

A primeira coisa que observamos é que o nome da classe é exatamente igual ao nome do arquivo (excluíndo o sufixo .php) e isso é uma regra.

Outro ponto importante no nome do arquivo e consequentemente da classe é que ele segue a convenção que o nome inicia com a primeira letra maiúscula e as demais minúsculas, se houver nomes compostos o segundo nome inicia com a letra maiúscula e as demais seguem minúsculas.

 

Nesta classe nós também podemos observar que ela vem com dois métodos: init e indexAction; O método init funciona como um método construtor que nesta classe não é utilizado pois ele é implementado na superclasse e recebe parâmetros diversos que seriam bem complicados de serem passados por nós na subclasse, então quando for necessário executar algum procedimento no ato da criação da instância do controller, este procedimento deverá encontrar-se no método init.

 

O método indexAction por sua vez é a ação padrão deste controller e será executado sempre que o IndexController for solicitado sem explicitar nenhuma action.
Outra coisa que também fica bem clara no código é que todo método que for uma action deve ter Action logo após o nome do action ou seja, se você em algum controller quisesse ter uma action chamada farofa, o nome dela na classe seria farofaAction.

 

Nas actions nós também devemos seguir a convenção camel case da mesma forma que o nome da classe só que o nome do método sempre inicia com letra minúscula.

 

Para conhecer mais os padrões e convenções do Zend Framework, siga este link: http://framework.zend.com/manual/en/coding-standard.html

 

View Templates

Como vimos anteriormente, actions podem (e são na maioria dos casos) se relacionar a telas do nosso projeto, para isso nós temos que ter uma view template correspondente para que possa ser renderizada e apresentada na tela para o usuário.

 

Estas templates encontram-se no diretório applications/views/scripts e as templates são agrupadas de acordo com o controller ao qual se relacionam então, dentro do diretório scripts haverão diretórios com os nomes dos controllers, por exemplo, index e dentro deste serão armazenados os arquivos de template; Cada arquivo possui o nome do action em questão, então o nosso indexAction está representado lá como index.phtml e se tivéssemos criado o farofaAction, o arquivo seria farofa.phtml.

 

Outro ponto importante é que todos os templates possuem o sufixo phtml. Isso pode ser modificado mas a princípio nós deixaremos assim.


Criando o UsersController


Da mesma forma que nós usamos o Zend_Tool para criarmos o projeto nós o usaremos para criar o nosso primeiro controller. Para isso basta digitar em seu terminal/prompt do DOS:


zf create controller users

Após executar este comando, o resultado será parecido com o trecho abaixo:

 

Creating a controller at /usr/local/zend/apache2/htdocs/zf-series/application/controllers/UsersController.php
Creating an index action method in controller Users
Creating a view script for the index action method at /usr/local/zend/apache2/htdocs/zf-series/application/views/scripts/users/index.phtml
Creating a controller test file at /usr/local/zend/apache2/htdocs/zf-series/tests/application/controllers/UsersControllerTest.php
Updating project profile ‘/usr/local/zend/apache2/htdocs/zf-series/.zfproject.xml’

Pronto! Nosso novo controller está criado, o nome dele é UsersController.php e ele também implementou para nós o indexAction e seu template. Dê uma olhada nos diretórios para você ver a mágica.

 

Execute em seu browser: http://zf-series/users e veja o resultado. Veja se foi algo parecido com a figura abaixo. Bacana né?
Apos_criar_users_controller_ex
Se você visualizar o código deste controller você verá que ele tem a estrutura idêntica à do IndexController.

Como exercício, edite o arquivo de template index.phtml que está em application/views/scripts/users e coloque uma frase que te agrade lá. O meu ficou assim:

 

Os_programadores_sao_alite_da_

 

Agora, vamos fazer mais uma alteração no nosso action. Altere ele para ficar assim (Coloquei todo o código do controller para facilitar):
class UsersController extends Zend_Controller_Action
{
	public function init()
	{
		/* Initialize action controller here */
	}
 
	public function indexAction()
	{
		// action body
		$this-&gt;view-&gt;minhaFrase = "Os programadores são a Elite da TI";
	}
}
No Controller nós temos acesso ao objeto Zend_View que é responsável pela camada de visão no Zend Framework e no objeto Zend_View nós adicionamos um atributo chamado minhaFrase que recebeu a frase que eu tinha colocado manualmente no template anteriormente.
Como nós estamos atribuindo este valor a uma propriedade do objeto de visão, nós poderemos utilizar este objeto na camada de visão e daí nós substituiremos o valor fixo pelo valor informado pelo controller. Vamos editar então o template index.phtml do controller UsersController:
<!--?php echo $this--->minhaFrase ?&gt;

Pronto. Como nós estamos acessando o objeto diretamente da view, então basta manipularmos o atributo minhaFrase que criamos quando estávamos no controller diretamente usando $this.

 

Simples demais não é?

 

Como exercício, crie mais alguns desses atributos na action em seu controller e mostre os valores em sua view. Beleza?Criando um Layout com Zend_Layout

Quando nós desenvolvemos sites/sistemas web com PHP nós costumamos usar código que se repete por meio de includes não é mesmo? Dessa forma se um dia essas informações precisarem ser modificadas nós modificamos em apenas um local.

 

O Zend Framework nos provê um componente para facilitar este trabalho e eu digo facilitar porque ele vai nos poupar até mesmo o trabalho de ter de realizar o include dos arquivos que devem ser reaproveitados.

 

Um caso bem comum é criarmos um arquivo chamado header.php (ou cabecalho.php) e outro chamado footer.php (ou rodape.php) e inclui-los em todas as páginas, certo? Bom, nós criaremos um layout com estas informações e todas as nossas telas serão mescladas com este layout e em seguida apresentado na tela para o usuário.

 

Vamos lá? Adivinha o que iremos usar agora? Acertou, o Zend_Tool.

 

Execute o seguinte comando em seu terminal/prompt do DOS:

 

zf enable layout

 

O resultado é o seguinte:

 

Layouts have been enabled, and a default layout created at /usr/local/zend/apache2/htdocs/zf-series/application/layouts/scripts/layout.phtml
A layout entry has been added to the application config file.

 

Isso tudo é muito lindo :D

 

Bom, vamos editar o arquivo que foi gerado em application/layouts/scripts/layout.phtml para deixa-lo mais ou menos assim:

 

<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01//EN"
"http://www.w3.org/TR/html4/strict.dtd">
<html lang="en">
<head>
<meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8">
<title>Zend Framework Tutorial Series</title>
<meta name="generator" content="TextMate http://macromates.com/">
<meta name="author" content="Adler  Medrado">
<!-- Date: 2010-02-15 -->
</head>
<body>
<div id="header">
<h1>Zend Framework Tutorial Series</h1>
</div>
<div id="content">
<p>Este é o layout do nosso sistema. Em breve nós iremos modifica-lo.</p>
<?php echo $this->layout()->content; ?>
</div>
<div id="footer">
<p>&copy; 2010 - Adler Medrado - http://adlermedrado.com.br</p>
</div>
</body>
</html>

 

 

No nosso layout nós definimos uma mensagem de título que está no header e uma mensagem de copyright no footer. Se você analisar bem este código, você verá que é feita uma chamada a um método chamado layout(); Este método é na verdade um Zend_View_Helper que faz a mesclagem do template do action que é executado no momento do request com o restante do layout.

Não se preocupe com o Zend_View_Helper pois em outros capítulos nós abordaremos justamente este recurso.

 

Simples o uso do layout né? Como exercício, execute novamente http://zf-series/users e veja o resultado.

Considerações Finais

Neste capítulo nós abordamos um pouco do C e do V (Controllers e Views) do MVC.
No próximo capítulo nós trabalharemos com formulários, filtraremos input, trataremos saídas e algumas cositas mas.


Espero que você tenha aproveitado este capítulo e espero também reve-lo no próximo.


A propósito, eu criei um grupo de discussão no Google Groups para que aqueles que estão seguindo a série de tutoriais possam discutir os exercícios. Caso você deseje participar deste grupo basta inscrever-se em: http://groups.google.com/group/zend-framework-series-br


Os fontes do tutorial encontram-se no github. Acesse: http://github.com/adlermedrado/Zend-Framework-Tutorial-Series


Abraços e até o próximo capítulo.

Zend Framework Tutorial Series – Capítulo 1

Estou iniciando uma série de tutoriais[bb] sobre Zend Framework onde eu pretendo mostrar desde os conceitos básicos até os avançados.

 

Tentarei colocar um novo capítulo semanalmente, desta forma teremos uma janela boa para praticar o conteúdo proposto.

 

Este primeiro Tutorial da série visa demonstrar a instalação e configuração do ambiente bem como criar a estrutura de diretórios de uma aplicação utilizando o Zend_Tool.

 

Antes de mais nada, os pré-requisitos para continuar este tutorial são:

 

1- Conhecimento de PHP utilizando os conceitos de Orientação a Objetos[bb].
2- Configuração do ambiente (Apache, PHP, etc).
3- Domínio do Sistema Operacional que está utilizando.

 

IMPORTANTE: Caso você não possua este conhecimento eu sugiro que não continue com este tutorial e sim busque conhecer estes pré-requisitos.

 

Eu vou partir do princípio que você já possui o ambiente pra rodar PHP instalado em sua máquina[bb], ok?

 

Vamos lá!
  • Após terminar de ler este capítulo da série você estará apto a:
  • Configurar variáveis de ambiente do sistema operacional
  • Configurar domínios virtuais no apache
  • Configurar o sistema operacional para lidar com hosts locais
  • Criar a estrutura de diretórios de uma aplicação escrita em Zend Frameworkutilizando o Zend_Tool

 

BAIXANDO O ZEND_FRAMEWORK E CONFIGURANDO O AMBIENTE

 

Primeiramente, baixe o Zend Framework em: http://framework.zend.com/

 

Descompacte o conteúdo deste pacote no local que você desejar e inclua o conteúdo da pasta library no include_path do seu ambiente PHP.

 

Para setar o include_path você deverá alterar seu php.ini conforme orientações nesse link (http://www.php.net/manual/en/ini.core.php#ini.include-path).

 

Beleza!!! Agora vamos colocar o script do Zend_Tool no PATH do sistema operacional.

 

No Mac, eu editei o arquivo .bash_profile que se encontra no meu diretório home e coloquei o seguinte:
export PATH=~/bin:/usr/local/bin:/Users/adlermedrado/dev/share/zf/bin:$PATH onde /Users/adlermedrado/dev/share/zf é o local onde eu coloquei o conteúdo do arquivo que baixamos do site http://framework.zend.com e /bin é onde se encontram os scripts do Zend_Tool.

 

Em ambientes Windows[bb], você deve ir no Painel de Controle->Sistema->Avançado->Variáveis de Ambiente e na variável PATH (Se ela não existir, crie) colocar o caminho do local onde você descompactou o Zend Framework até o diretório bin.

 

IMPORTANTE: Eu coloquei essa configuração do Windows conforme lembrei de cabeça. Caso haja algum erro me desculpem, pois, eu não tenho nenhuma máquina windows aqui para verificar se o que falei está 100%.

 

Ok. Com as variáveis de ambiente configuradas, abra uma janela do terminal e digite o seguinte: zf.bat (windows) e zf.sh (*nix).

 

Se aparecer o help com uma listagem de comandos , está tudo certo. Caso o resultado seja uma mensagem de comando não existente ou algo parecido, verifique a variável PATH do seu sistema operacional. (Veja Figura 1)

 

1

 

CRIANDO A ESTRUTURA DA APLICAÇÃO

 

Agora que o Zend_Tool está acessível da linha de comando, vamos criar a estrutura de nosso projeto.

 

O Zend_Tool é uma aplicação que roda na linha de comando (CLI) que nos facilita a criação de projetos com Zend Framework.

 

Com ele nós podemos criar o projeto, controllers, actions, etc; Não precisa se preocupar pois veremos os comandos do Zend_Tool detalhadamente nos próximos capítulos.

 

A seguir você poderá criar a estrutura de um projeto. Preparado?

 

No diretório de sua escolha (aqui na minha máquina 

eu escolhi: /Users/adlermedrado/Sites/zf-series) digite o seguinte comando:

zf.sh create project zf-series (Lembre-se que em windows o comando é zf.bat ou somente zf).

 

Este comando criará a estrutura de diretórios necessária para uma aplicação com Zend Framework. (Veja Figura 2)

 

 

Você viu que dentro do diretório zf_series foram criados diversos diretórios mas nós entraremos em detalhes nesses diretórios conforme formos avançando nos tutoriais com excessão do diretório public o qual falaremos agora.

 

O diretório public é o diretório público da aplicação (duh!)  ou seja, neste diretório nós colocaremos os arquivos de imagens, javascript, CSS, etc. Este diretório será nosso DocumentRoot e como tal deve ser configurado no apache.

 

Os demais diretórios são da aplicação e não precisam ser acessados pela URL por intermédio do servidor web e isso nos dá uma segurança maior pois os arquivos com regras de negócio, configurações de conexão com banco de dados, etc, não precisam ser acessados pela URL para serem compilados e interpretados pelo PHP então, desta forma nós garantimos que serão acessívels pelo público somente arquivos de pouca importância (no sentido de segurança) como CSS, imagens e afins.

 

Como esta pasta é o DocumentRoot, nós devemos criar um domínio virtual para este projeto;  Nós faremos isso configurando o servidor web Apache Httpd.

 

CONFIGURANDO O SERVIDOR WEB

 

No diretório onde meu Apache está instalado eu tenho um arquivo chamado extras/httpd_vhosts.conf e será nele que adicionarei o domínio virtual para nossa aplicação.

 

Neste arquivo eu criei o meu virtual host da seguinte forma:

 

<VirtualHost *:80>
DocumentRoot “/Users/adlermedrado/Sites/zf-series/public”
ServerName zf-series
ServerAlias zf-series
ErrorLog “/private/var/log/apache2/zf-series-error_log”
CustomLog “/private/var/log/apache2/zf-series-access_log” common

 

<Directory “/Users/adlermedrado/Sites/zf-series/public”>
Options Includes FollowSymLinks
AllowOverride All
Order allow,deny
Allow from all
</Directory>

 

</VirtualHost>

 

O próximo passo é configurar seu Sistema Operacional para que ele saiba que o endereço zf-series se encontra no domínio virtual definido acima.

 

Em meu Mac eu editei o arquivo /etc/hosts e ele ficou da seguinte forma:

 

##
# Host Database
#
# localhost is used to configure the loopback interface
# when the system is booting.  Do not change this entry.
##
127.0.0.1 localhost
255.255.255.255 broadcasthost
::1             localhost
fe80::1%lo0 localhost

 

# Meus dominios locais
127.0.0.1 zf-series

 

Em um ambiente Windows você deve editar o arquivo C:WindowsSystem32driversetchosts e a edição dele é igual a do meu exemplo acima.

 

TESTANDO O AMBIENTE

 

Se nossas configurações forem bem sucedidas, se nós digitarmos em um browser a URL http://zf-series ela será direcionada para o index de nossa aplicação;

 

Se for mostrada uma tela de boas-vindas ao Zend Framework, a configuração foi realizada com sucesso[bb]. (Veja Figura 3).

 

3

 

Caso não funcione da forma correta, revise a configuração do domínio virtual e da configuração do DNS (hosts);

 

CONFIGURAÇÕES FINAIS

 

Este primeiro capítudo da nossa série termina por aqui.
No próximo eu entrarei em detalhes na estrutura de pastas criada pelo Zend_Tool e na estrutura MVC do Zend Framework; Nesta ocasião criaremos nosso primeiro controller e suas actions.

 

Espero que este tutorial seja útil para você.
Não esqueça de dar seu feedback. Ele é muito importante para os próximos capítulos da série.

 

Abraço.